Olá! Meu nome é Patrícia Oswald Peglow. Sou professora de Língua Portuguesa, formada em Letras pela UFPEL e Especialista em Mídias na Educação, pela FURG. Escrever, para mim, é algo tão automático quanto pensar... Sou apaixonada pelas letras, pela arte, pela música e pela poesia. Este blog foi criado para divulgar as produções de alunos, a maioria jovens que sonham com um futuro diferente daquele que podemos projetar a partir do que observamos atualmente...
sexta-feira, 13 de junho de 2014
terça-feira, 22 de outubro de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
A luta pelo sonho
Desde pequena,
Marina morava com seus pais e suas irmãs numa casa simples. Os pais eram pobres
e estavam endividados e ela não se conformava em viver daquele jeito. Sonhava
se formar, trabalhar e dar uma vida melhor a sua família.
Até conseguir
realizar seus sonhos, passou por muitas dificuldades. Quando tinha oito anos,
descobriu que estava doente e, durante muitos anos, buscou a cura e conseguiu.
_ Venci essa
doença que comprometia a minha vida e, de agora em diante, novos obstáculos
surgirão em minha caminhada e lutarei para vencê-los – dizia.
Os pais, muito
contentes com a determinação da filha, a apoiaram e a incentivaram para que realizasse seus sonhos. Diziam:
_ Conte
sempre conosco querida, estaremos sempre ao seu lado quando precisar.
Depois desse
dia, Marina estudou e se dedicou muito, a cada dia, para se formar e se transformar em
uma profissional competente e reconhecida pelo seu trabalho.
Quando se formou, todas as pessoas de quem gostava
estavam lá. Ela, muito emocionada, pediu a palavra, quase ao final da formatura
e falou:
_ Agradeço a
presença de todos, pois hoje é um dia muito importante em minha vida. Estou começando
a realizar meu sonho e não desistirei facilmente do que realmente quero.
Assim, comemorou muito aquela vitória e logo tratou de
seguir sua vida. Procurou um estágio, onde colocou em prática tudo que
aprendera e, com isso, conseguiu a admiração e o respeito de todos.
Por ser essa profissional dedicada, Lucas, seu chefe,
mandou chamá-la.
_ Marina, o
chefe deseja falar com você – disse Lucas, seu colega de serviço.
Ela, nervosa,
respondeu:
_Já estou indo!
Chegando à sala do chefe, imaginava o que ele queria
com ela e perguntou:
_Pois não, o que o senhor deseja?
Ele, calmamente, foi lhe dando a notícia.
_Bom, como durante esse tempo que está aqui nos
mostrou a sua capacidade, responsabilidade e competência, estou lhe promovendo
ao cargo de gerente da empresa. Parabéns!
_Obrigada, não
irei decepcioná-lo.
Marina saiu muito contente e foi passar o fim de
semana com sua família.
Ao chegar, contou a novidade a eles, que orgulhosos,
disseram:
_Parabéns,
estamos muito orgulhosos de você!
À noite, foi com suas irmãs a um baile, saiu muito
contente e nem imaginava que teria mais surpresas.
No baile, encontrou amigos da escola que já não via há
tempos, e sentia saudades.
A noite
continuou. Marina dançou e matou muito as saudades que sentia daquelas amigas que eram tão especiais.
Divertiam-se, quando alguém a cumprimentou:
_Oi, Marina!
Ela se virou e, muito surpresa, viu que era Pedro, um
amor do passado.
_Marina, quanto tempo!!!
_É mesmo!
_ Onde andava?
_Eu estudei, me formei em Administração e agora estou
trabalhando, e você?
_Estou trabalhando em uma fábrica.
A conversa continuou, relembrando momentos do passado,
e nem perceberam o passar do tempo, até
que Fernanda, chegou:
_Vamos embora,
Marina!
_Já estou indo!
Os dois trocaram contatos e se despediram.
_Tchau, Marina!
_Tchau!
Quando chegou em casa, nem acreditava que tudo aquilo
havia acontecido em um único dia, e
estava muito feliz.
Ela e Pedro nunca mais perderam o contato. Aquele amor
do passado renasceu e, com o passar dos anos, namoraram, casaram e construíram uma linda família.
Para conseguir o que desejava, Marina levou como
incentivo o que aprendera na sua vida e não desistiu do que queria, mesmo com
todas as dificuldades por que passou.
Chegou aonde queria: tem um bom emprego, uma linda
família e se sente realizada, pois com a realização de seu sonho e uma vida
financeira boa, pôde ajudar seus pais e irmãs. Eles não vivem mais como viviam
quando ela era pequena.
Todos da
família sentem muito orgulho de Marina. Ela é uma guerreira e uma grande
vitoriosa, continua sendo uma pessoa humilde e jamais esqueceu os valores que
seus pais lhe ensinaram. Um verdadeiro exemplo a ser seguido pelos
jovens de hoje...
Ana Paula Schmitz
(aluna premiada com 1º lugar no Concurso do Centro de Escritores Lourencianos - categoria juvenil- conto- 2013)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Resposta para a nossa vida
O que desejamos ser? O que queremos? Na
verdade, o que vamos ser? Honestos ou não?
Perguntas difíceis de responder, ainda
mais para os jovens de hoje, que pensam que podem tudo, querem tudo. Mas se
pararmos para pensar, não é assim tão difícil a resposta, é só ter um tempo
durante o dia para refletir sobre seus
atos, e ver que queremos ser alguém na vida, mas se tem pessoas, que deixam
tudo de lado, não tem vontade de crescer, então, não temos no que ajudar.
Normalmente, procuramos ser esforçados,
para que no futuro todos alcancem seus objetivos. Sou honesta, vou ser honesta,
é assim que todos devem pensar, porque honestidade depende de cada pessoa e não
do tempo que passa.
A vida social é difícil para alguns, e
parece ser tão simples para outros. Redes sociais às vezes ajudam nisso:
precisamos ter uma boa aparência, pois uma boa reputação, todos querem. Saber
conversar, ser uma pessoa querida, divertida, ajuda muito nessa questão.
Não importa a idade, deve-se
respeitar a todos.
Desirée
Hellwig Brauner
Turma 112
ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL SANTA ISABEL
Nome:
Natália Lambrecht
Turma: 112
ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL SANTA ISABEL
A resposta para a nossa
vida
Desde que
nascemos somos propensos a perguntas, dúvidas, medos e anseios. Quem é você? Do que gosta? Em que acredita? O
que deseja? Fora a outras tantas.
Para respondê-las,
precisamos viver dia após dia, pois é no decorrer dos tempos que surgem as
respostas. Respostas estas, que não surgem do nada, afinal, levamos a vida inteira para conhecermos a nós
mesmos. A única certeza que temos é que para respondê-las depende do nosso
ponto de vista, e que é com base nessas perguntas, que procuramos respostas e
assim vivemos a nossa vida. A partir do momento em que começamos
a pensar e a tomar nossas próprias decisões, começamos a mostrar quem realmente
somos, o que queremos e no que acreditamos. Atualmente, não generalizando, as
pessoas usam as redes sociais para isso. Dá-nos a impressão de que para mostrar
que estamos aqui e que existimos, precisamos ter um meio de comunicação nas
redes sociais, e é a partir daí, que muitos mostram ser quem não são, ao invés
de mostrar quem realmente são.
Temos como
conclusão de que viver vai além das perguntas e respostas. E que seja criança,
jovem ou adulto, vamos errar, aprender com os nossos erros, nos perguntar o
porquê das coisas, e no final, talvez achemos algumas respostas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Educação:
Como e quem?
Nos dias atuais, os pais estão “empurrando”
toda a responsabilidade da educação para os professores.
Nesse sentido, podemos chamar o mundo de
capitalista, e isso influencia muito na educação em casa, pois o consumismo tem
deixado as pessoas alienadas, de modo que praticamente fiquem alheias a tudo e
todos. Os pais têm tido menos tempo para os filhos, que são colocados em
creches e escolinhas muito cedo.
Penso
que educação começa em casa, antes de
qualquer outro lugar, pois as crianças têm como base da vida social seus pais,
e precisam de toda a atenção destes.
Mas afinal, o que é educação? Segundo o
dicionário Aurélio, educação é “ Processo de desenvolvimento de capacidade
física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando a sua
melhor integração individual e social.”
Então, seguindo o raciocínio desta definição,
como uma criança irá se relacionar com seus professores e colegas, se não tem
sua educação em casa? Como irão se comportar diante de uma situação imposta
pela vida, se não tem sua base? Toda a família é responsável pela sua educação.
Hoje é chamado de distúrbio o modo como uma
criança age em casa, pulando de sofá em sofá, falando mesmo após seus pais pedirem
silêncio, entre outras atividades. Essas crianças são levadas a médicos,
rotuladas como hiperativas, mas nunca os pais pararam para pensar que talvez
seus filhos estejam apenas gritando, mesmo que inconscientemente e silenciosamente
por sua atenção.
Os pais de hoje não estão sabendo conciliar
trabalho e suas responsabilidades em casa, fazendo com que o crescimento e
desenvolvimento intelectual e moral de seus filhos seja prejudicado, e, com
isso, o rendimento na escola seja baixo.
E, mais uma vez, sujeitos a
levar todas as culpas, os professores não estão conseguindo frear os seus
respectivos alunos.
Laura
Rosa
Aluna da Escola
Técnica Estadual Santa Isabel
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Para que a Educação?
21 de novembro
Eduardo Christmann
Todos os dias, nos noticiários,
vemos imagens de violência e ignorância. Os jovens começam agredindo
professores e logo viram assaltantes. Eles são punidos, mas não é essa a
questão. A questão é: até quando isso será necessário? Há uma frase de
Pitágoras, filósofo e matemático grego do século VI a.C que, hoje em especial,
diz tudo: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”. É
uma pena que seu conselho não tenha sido ouvido. Mas não é tarde demais.
Henry B. Adams foi um célebre
professor americano que certa vez disse: “Um professor afeta a eternidade, é
impossível dizer até onde vai sua influência”. Um bom professor jamais é esquecido. Quando a família falha é
nos educadores que recai a chance de mudar o futuro de um jovem. Mas tem sido
difícil para esses profissionais. Que motivação resta a um professor para
ensinar quem não quer aprender? Como um professor pode ter empenho quando
recebe um salário que não compensa seu valor e corre o risco de sofrer
agressões na sala de aula, onde ele costumava ser autoridade? Como pode que
outras profissões nem tão importantes dêem tanto dinheiro, enquanto os
professores são ignorados? Vejamos o exemplo dos jogadores de futebol, que nada
ensinam, podem saber quase nada, e em pouco tempo são mais ricos que um
professor veterano.
Na Grécia Antiga viveu também um
filósofo e pensador chamado Platão. Platão defendia a idéia de um rígido e
amplo sistema educacional controlado pelo Estado. Em outras palavras, as
crianças teriam de ser tiradas dos cuidados das mães para estudarem. Mas eu,
pessoalmente, discordo. Afinal, o ser humano não é uma máquina para registrar
informações. O afeto é peça chave na educação de uma criança, o interesse e a
dedicação dos pais ou responsáveis. O apoio da família pode ser o elemento mais
importante no processo de aprendizado, principalmente nos dias de hoje.
Consequentemente, crianças com um ambiente desestruturado em casa enfrentam
dificuldades muito maiores nas escolas. Platão criticava o Estado por
esquecer-se da educação do povo e preocupar-se mais em guerras e conquistas.
Hoje, não é tão diferente.
Mas a questão dos alunos não é tão
simples. Na mentalidade da maioria dos jovens de hoje, a escola, a educação, é apenas
uma formalidade, uma obrigação, não algo prazeroso. Afinal, o país do futebol
tem o cativante poder de criar astros do esporte, que com a bola nos pés fazem
fortunas milionárias. Mas o que esses “mestres” têm na cabeça? Eles estudaram?
Para um aluno, basta ter aptidão física que já se tem um futuro praticamente
garantido. Além, disso, há casos em que deixar os estudos e encontrar um
emprego parece ser mais proveitoso. Então, para que estudar?
Quem tem a ver com a educação? Não é
apenas uma parcela da população. Nem só Estado, nem só professores e nem só a
família. Toda a sociedade é responsável pela educação dos jovens. Afinal, eles
serão a sociedade de amanhã. Como pode a educação, que moldará o destino do
mundo, ser deixada de lado? Quantos mais terão que abandonar os estudos,
quantos mais professores se frustrarão e quantas famílias se perderão?
Na Índia viveu um homem chamado Mohandas Karamchand Gandhi. Hoje ele é chamado
de Mahatma Gandhi. Ele foi o líder de uma revolução desarmada, sem violência
que lutava por uma sociedade pacífica. Ele disse certa vez que “A força não vem
da capacidade física e sim de uma vontade indomável”. Eu poderia acrescentar
que a força de uma pessoa, suas
capacidades, não depende de quem ele nasceu, do que possui ou do que seu corpo
pode fazer. Essa força só vem do conhecimento, de quem se escolhe ser, da
educação que se recebe.
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